PROGRAMAÇÃO


 
 
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Luís Rodrigues
Barítono

Joaquim Ribeiro
Direcção Musical

 

Wagner & Mahler

“DO POEMÁRIO MUSICAL ROMÂNTICO”

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Palavra e música convivem de mãos dadas desde os tempos mais longínquos.
Contudo, talvez possamos afirmar ter constituído o século XIX o momento histórico onde a profundidade da relação entre o verbo e o som se tornou mais densa; ou não estivéssemos perante a hora do Romantismo, imparável na alavancagem do poemário musical.

A palavra revela-se como âncora da música, mesmo quando não se evidencia expressamente. Este é o caso de Siegfried Idyll de Richard Wagner, poema sinfónico no qual lirismo e intimismo dão as mãos para alcançar um resultado de uma beleza impressionante.

Neste período proliferam igualmente os ciclos de canções.

Um dos expoentes máximos nesta tipologia de escrita musical terá sido, por ventura, Gustav Mahler, com conjuntos como Rückert Lieder e Eines Fahrenden Gesellen (Canções de um Viandante).

MELLEO HARMONIA propõe-se a apresentação deste magnífico programa a partir da versão do reconhecido compositor Arnold Shoenberg.
 

PROGRAMA *

RICHARD WAGNER (1813-1883)
Siegfried Idyll WWV 103                                                                                                                        
GUSTAV MAHLER (1860-1911)
Rückert Lieder

I.  Ich atmet’ einen linden
II. Um Mitternacht

Lieder Eines Fahrenden Gesellen                                                                         

I.  Wenn mein Schatz Hochzeit macht
II.  Ging heut'Morgen über's Feld
III.  Ich hab'ein glühend Messer
IV.  Die zwei blauen Augen von meinem Schatz


* Programa apresentado no Centro Cultural de Belém – Dias da Música 2017 (Lisboa). Gravação Antena2.

 
 
 
 

Joaquim Ribeiro
Direcção Musical

 

 

Gounod & Dvoräk

“LA BELLE ÉPOQUE”

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A Belle Époque corresponde no nosso imaginário a um período de cultura cosmopolita, particularmente rico em manifestações artísticas; um tempo em que as inovações tecnológicas eclodiam a cada momento.
Pela primeira vez, invenções como o telefone, o telégrafo sem fio, o cinema, a bicicleta, para além do desenvolvimento sem precedentes das linhas ferroviárias interestaduais, permitiram ao indivíduo deslocar-se e comunicar de forma fácil e rápida.

Muito embora Paris represente a capital da Belle Époque, o movimento foi vivido à escala europeia de forma intensa.

Este constituiu o ponto de partida para a elaboração do presente programa.
Assimilando as sonoridades da época, seleccionaram-se obras de dois dos compositores mais paradigmáticos deste período: Dvoräk e Gounod.
 

PROGRAMA *

CHARLES GOUNOD (1818 -1893)
Petite Symphonie

ANTONÍN DVORÄK (1841-1904)
Serenáda, Op.44  


* Programa apresentado na Casa das Histórias da Paula Rego (Cascais) e Centro Cultural de Belém – Dias da Música 2016 (Lisboa). Gravação Antena2.

 
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António Carrilho
Direcção Musical

Jenny Silvestre
Direcção Artística

 

Sebastián Durón

Zarzuela “SALIR EL AMOR DEL MUNDO”

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O Género da Zarzuela, que faz remontar a sua génese ao século XVI, com autores como o grande Juan del Encina, traduz-se num caso de sucesso que perdura até hoje.

MELLEO HARMONIA ANTIGUA rende um tributo a este género tão popular com a apresentação da animada Zarzuela “Salir em Amor del Mundo”, de 1696, com música de Sebastián Durón e texto de José de Cañizares, numa versão concerto única.
A obra assume como ponto de partida a ideia de que Cupido apenas aporta desgraças à Terra, ferindo todos de amores. Desta forma, o enredo dá-nos conta das peripécias vividas no propósito de capturar o Amor (Cupido) até o conseguir conter numa gruta.
 

Sara Afonso
Amor
Joana Nascimento
Diana
Rute Dutra
Júpiter
Inês Madeira
Apolo e Morfeo
Manuel Rebelo
Marte e Gracioso (Momo)


Programa apresentado no Festival Experience 2015 da Faculdade de Direito de Lisboa e no Centro Cultural de BelémDias da Música 2017 (Lisboa). Gravação Antena2.

 
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Carla Caramujo
Soprano

António Carrilho
Flautas de Bisel
e Direcção Musical

Catherine Strynckx 
Violoncelo

Jenny Silvestre 
Cravo

Ópera A4

“FAUSTO E MÚSICA”

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Ao período Barroco associamos comummente todo um universo faustuoso, onde os sentidos e as emoções interagem, como nunca, com o exagero da representação ornamental da vivência humana.

Com o presente programa, propõe-se uma viagem pelos diferentes humores e ambiências da época, entre a loucura catártica que só a música nos proporciona, o desespero da dúvida de um eu sofredor, e momentos de pura fruição e felicidade.


PROGRAMA *

G. F. HÄNDEL (1685-1759)
Cantata Mi palpita il cor, HWV 132

G. PH. TELEMANN (1681-1767)
Ária: Mich tröstet Hoffnung mit schmeichelnden Scherzen (da Ópera Der gudildige Sokrates)

G. PH. TELEMANN
Trio sonata em Fá M, TWV 42: F3

J. S. BACH (1685-1750)
Ária: Ei! Wie schmeckt der Kaffee süße (da Cantata Schweigt stille, plaudert nicht, BWV 21 - Cantata do Café)

G. F. HÄNDEL
Sonata em Fá M, HWV. 378

H. PURCELL (1659-1695)
Ária: O let me weep (da Ópera The fairy Queen, Z. 629)

J. PH. RAMEAU (1683-1764)
Ária: Formons les plus brillants concerts (da Ópera Platée)
 

* Programa apresentado na Temporada de Música de Sesimbra 2017

 
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Levon Mouradian
Violoncelo

Jenny Silvestre
Cravo

Locatelli, Valentini e Boccherini

“A ARTE NÃO EVOLUI, TRANSFORMA-SE” (Fétis, 1784-1871)

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No repertório para violoncelo encontra-se um conjunto de sonatas de elevadíssimo nível virtuosístico que, embora sendo da autoria de compositores do denominado período Barroco, têm sido tradicionalmente executadas a partir das transcrições feitas por um dos violoncelistas mais aclamados de todos os tempos, Alfredo Piatti (1822-1901), editadas na viragem do século XIX para o XX pela casa Schott.

Como muitos dos seus contemporâneos, Piatti encarava a Música Antiga como um património do passado que, ao invés de dever ser preservado e executado de acordo com a sua versão original, poderia ser alvo de uma reinterpretação dinâmica, adaptada aos gostos e tendências do momento.

Este posicionamento dinâmico e interventivo caiu em desuso, fruto de longas décadas de trabalho de investigação ao nível da performance em instrumentos antigos.

Contudo, as versões Piatti mantiveram-se no acervo das obras para violoncelo dito moderno.

Numa época em que a performance musical invoca uma distinção clara entre o denominado repertório antigo, executado em instrumentos originais ou cópias de época, e o moderno, quererá isto dizer que ao violoncelo moderno estará inevitavelmente vedada a execução de obras anteriores a 1800? Pensamos que não.

O presente programa resulta da firme convicção de que a boa música, feita de forma consciente, é sempre um presente generoso da nossa herança histórica comum.
 

Programa *

P. LOCATELLI (1695-1764)
Sonata em Ré Maior

G. VALENTINI (1681-1753)
Sonata em Mi Maior

L. BOCCHERINI (1743-1805)
Sonata em Lá Maior nº6
 

* Programa gravado em CD e lançado em 2013 pela Academia Portuguesa de Artes Musicais. Apoio Antena2.

Apresentado no Clube dos Oficiais da Marinha Mercante, Museu da Música Portuguesa, Academia dos Amadores de Música de Lisboa e Casa das Histórias da Paula Rego (Cascais).